
De K-pop caçador de demônios a vampiros existenciais: os 10 melhores filmes de 2025 (até agora!)
VocêVocê já assistiu aos principais filmes deste ano? Não! Então veja a lista dos melhores filmes de 2025 e corra para assistir.
2025 está sendo um ano curioso para o cinema. Depois de 2024 ter sido o famoso “sobreviva até 25” — mantra que Hollywood adotou para resistir ao impacto das greves de roteiristas e atores em 2023 —, esperava-se um renascimento explosivo nas bilheterias. Mas, ao invés de uma catarse coletiva na casa do bilhão, estamos discutindo se 800 milhões de dólares virou o novo normal.
Mesmo assim, enquanto a indústria ainda se recompõe, os filmes não pararam de chegar. Do hype de blockbusters às pequenas pérolas que brilham mais do que o esperado, já temos um cardápio cinematográfico de respeito para a primeira metade do ano com a lista do, até o momentos, os melhores filmes de 2025.
E se Veneza, Telluride e Toronto prometem turbinar a temporada de festivais, vale a pena respirar fundo e perguntar: o que realmente já marcou o cinema em 2025 até agora?
Spoiler: tem musical de K-pop caçando demônios, Tom Cruise arriscando a vida de novo, espionagem com cara de romance tóxico, vampiros existenciais e até o retorno de Superman com a energia de quem tomou um shot de esperança.
10
KPop Demon Hunters

Quem diria que um musical animado sobre caçadoras de demônios no universo K-pop seria uma das obras mais redondas do ano? Cores vibrantes, ação estilizada, humor afiado e músicas que grudam mais que chiclete na sola do tênis.
“Your Idol” já entra para o hall das grandes canções de vilões do cinema, enquanto “Golden” tem mais refrão chiclete que qualquer hit de rádio recente. A trilha sozinha já valeria o ingresso — mas o que surpreende é como o filme consegue ser pop e, ao mesmo tempo, emocionalmente envolvente.
Se o gênero musical parecia um nicho, aqui ele vira espetáculo global. Um triunfo da animação moderna.
09
F1 | Merece estar na lista dos melhores filmes de 2025

Joseph Kosinski, depois de colocar Tom Cruise nos céus em Top Gun: Maverick, agora desce para a pista em um filme de corrida que acelera sem nunca derrapar.
Brad Pitt prova que continua sendo o astro carismático de sempre, mas é Damson Idris quem rouba a cena como o novato cheio de fome de vitória. Corridas filmadas com câmera colada no asfalto, Hans Zimmer no volante da trilha sonora e romance leve com Kerry Condon completam o pacote.
É clichê de filme esportivo? Sim. Funciona? Funciona como Ferrari em reta.
08
The Life of Chuck

Mike Flanagan, o rei do terror psicológico, surpreende ao adaptar Stephen King sem sustos, mas com lágrimas.
Tom Hiddleston vive um homem à beira da morte em uma narrativa contada de trás para frente. O resultado é um mosaico sobre mortalidade, memória e beleza dos pequenos instantes.
O segundo ato tem até uma sequência de dança que, em qualquer outro filme, soaria deslocada. Aqui, é pura poesia visual. O recado é simples: a vida é extraordinária justamente porque é finita.
07
Thunderbolts* | Sem dúvida um melhores filmes de 2025 da Marvel

Marvel andava tropeçando feio desde Endgame. Mas Thunderbolts é aquele tapa na cara que diz: “ainda sabemos fazer cinema de herói que emociona”.
Nada de piadinhas a cada cinco segundos, nada de batalhas digitais genéricas. O filme é sobre anti-heróis quebrados que aprendem a se unir contra um vazio que lembra muito a nossa própria solidão contemporânea.
Florence Pugh, como Yelena Belova, entrega uma performance tão magnética que já dá para chamá-la de espinha dorsal da nova fase da Marvel.
06
Black Bag

Steven Soderbergh resgata o thriller de espionagem, mas sem explosões gratuitas. Aqui, a tensão está na intimidade de um casamento que pode ruir a qualquer momento.
Michael Fassbender e Cate Blanchett estão incendiários em tela — e Soderbergh filma cada olhar torto e cada silêncio como se fosse uma cena de ação. É um 007 sem gadgets, mas com muito mais erotismo e inteligência.
Provavelmente vai ser redescoberto no streaming, mas já deveria estar sendo celebrado como um dos grandes filmes do ano.
05
Mission: Impossible – The Final Reckoning

Tom Cruise prometeu: “Confie em mim, uma última vez.” E ele entrega.
Se essa realmente for a despedida de Ethan Hunt, é digna. Tom Cruise pendurado em avião? Tem. Mergulhando em submarino em queda livre? Também. Mas além das acrobacias suicidas, há um peso dramático inesperado — como se Cruise estivesse fechando não só a jornada do personagem, mas também a sua própria missão de manter o cinema vivo.
Não é perfeito, mas é um blockbuster com alma, coisa rara hoje em dia.
04
28 Years Later

Danny Boyle e Alex Garland revisitam o universo de Extermínio e provam que ainda há gasolina no tanque (ou sangue nas veias).
O longa equilibra ação frenética com cenas de dor devastadora, como o icônico “Bone Temple”. Mais do que zumbis velozes, o filme fala sobre luto, legado e um futuro que parece cada vez mais sombrio.
O final polêmico dividiu opiniões, mas só reforça a ousadia criativa da dupla.
03
Weapons

Zach Cregger confirma o que já se suspeitava desde Barbarian: ele é um dos cineastas mais inventivos do terror atual.
Weapons mistura humor negro, violência grotesca e drama humano sem perder o ritmo. É o tipo de filme que faz você rir, gritar e, no minuto seguinte, ficar paralisado por uma cena perturbadora.
Sai do cinema carregando imagens que grudam na mente. Definitivamente, um dos filmes mais falados do ano.
02
Superman | Sem dúvida não apenas o melhor filme da DC como um dos melhores filmes de 2025

James Gunn não apenas reviveu o herói, como resgatou algo que andava em falta no cinema de super-heróis: esperança.
David Corenswet e Rachel Brosnahan funcionam como um Clark e Lois de química instantânea, enquanto Nicholas Hoult diverte como Lex Luthor. Mas o coração do filme está nos coadjuvantes, de Jimmy Olsen a Krypto, o cachorro mais desobediente da ficção.
Inspirado por Donner, pelas animações dos anos 90 e pela HQ All-Star Superman, o filme é um lembrete de que o herói mais clássico ainda pode ser o mais inspirador.
01
Sinners | Um dos melhores filmes de 2025

Ryan Coogler, após revitalizar Pantera Negra, entrega aqui seu projeto mais ousado: um épico de vampiros que é, ao mesmo tempo, entretenimento puro e reflexão cultural.
Michael B. Jordan lidera um elenco afiado em uma história que fala tanto sobre sangue quanto sobre música, identidade e pertencimento. O clímax no “Club Juke” é daqueles que fazem história — um travelling que mistura performance musical, coreografia e política de forma hipnótica.
Mais que um filme, é um manifesto estético. Definitivamente, o título que já entra para a lista dos clássicos da década.
Conclusão:
2025 pode não ter trazido ainda o “filme de bilhão” que Hollywood sonhava, mas trouxe algo melhor: diversidade de vozes, ousadia criativa e histórias que ficam na cabeça. Do pop colorido ao vampírico-existencial, temos de tudo — e, se a segunda metade do ano mantiver o nível, prepare-se para um daqueles anos que ficam gravados na história do cinema.
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